quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Utilize as redes sociais como ambiente de venda



É inegável que as redes sociais são um caminho interessante e viável para a comunicação entre empresas e consumidores. Twitter, Orkut, Facebook, UNIK, Badoo, Hi5, Quepasa e muitas outras fazem parte do boom das redes sociais.

É até difícil para o usuário de internet gerenciar suas redes de relacionamentos, já que a todo o momento chegam “convites” para participar de uma rede nova. Como ter tempo para rotineiramente interagir com todas elas? Impossível para a maioria.

Ao mesmo tempo, imagine para as empresas. Como participar deste mundo relativamente novo sem se perder em estratégias, ou mesmo sem perder tempo e dinheiro? Como lançar ações que tragam resultados reais? Como convertê-las em ganho de imagem e principalmente e diretamente em vendas?

Seguem abaixo algumas dicas que podem ajudar muito.

Conceitos

Não dá para abraçar todas as redes. Identifique onde está em maior número o seu público-alvo e centralize os esforços e investimentos.

Lembre-se que não estamos lidando com uma “rede mundial de computadores”, mas com uma “rede mundial de pessoas”, interligadas através de computadores. São os humanos que agem, espalham informações e compram.

Consumidor

É movido por interesses. A pergunta chave que ele faz é: – O que vou ganhar com isso? Identifique e deixe claros os motivos (que devem ser realmente interessantes e viáveis) para que participem da ação, façam indicações, comprem etc.

A forma de se relacionar e consumir tem as suas peculiaridades inerentes ao meio em que eles estão interligados (real ou virtual). Entretanto, cultura, criação, regionalização, gostos, família, amigos, medos, carências, modismos, referências e sentimentos fazem parte e participam também de vida “virtual”.

Ou seja, a sua vida “real” está intimamente ligada à sua vida “virtual”, uma influenciando diretamente a outra. Devemos tratar nossas ações pensando na interligação e influências das ações nos dois mundos e não de forma independente.

Busque o paralelo entre as duas “vidas”. Muitos “tímidos” são extremamente ousados por trás dos computadores. Procure saber quais os seus hábitos e personalidades nos dois mundos.

Lembre-se que o consumidor sempre quer ser acolhido, entendido, valorizado e destacado, não importa o “ambiente” onde estiver.

Comunicação

Verifique quais assuntos e comunidades que tenham relação com seu produto ou serviço são mais importantes dentro de cada rede social. Foque a comunicação.

Utilize-se dos principais “personagens” de cada rede. Eles podem ser seus garotos e garotas propaganda no mundo virtual (multiplicadores e incentivadores de compras).

Não vamos esquecer as lojas físicas (apesar da dificuldade com relação à equipe, são ótimas possibilidades de contato com o público) e a mídia tradicional para divulgar e incentivar aos clientes a tornarem-se “amigos” nas redes.

Crie formas de incentivar a multiplicação e que sejam atreladas a sites ou hotsites que possam “construir” cadastros. Existem sistemas nos quais o usuário consegue “importar” seus contatos das principais redes.

Tome cuidado para não saturar o consumidor com mensagens e ações. Envie somente para os que se tornaram “contatos” da empresa e não utilize spam (por e-mail ou via redes). Isso vai prejudicar a credibilidade da sua empresa. Estamos criando fidelidade de relacionamento e, por conseqüência, vendas.

Vendas

Considere usar sorteios e ações específicas para cada tipo de rede. Prepare cupons e tickets para incentivar as vendas no e-commerce ou lojas físicas (impressos, Bluetooth, SMS etc). Mas só se o prêmio for bom.

Utilize-se de promoções “relâmpago”. O medo da perda continua sendo um grande aliado.

Dê prêmios e benefícios ao internauta que ajudou a vender.

A estratégia do “amigo premiado” aqui também funciona. Quem inserir um banner, mandar mensagens ou outras ações em prol da empresa pode ser selecionado para ganhar prêmios a qualquer momento.

Com estas dicas, as empresas com certeza podem potencializar e muito os resultados com as redes sociais. Sejamos estratégicos, criativos e ousados, sempre com responsabilidade.

Fonte: Webinsider

Brasil supera a marca de 187 milhões de celulares

Segundo a Anatel, mais de 1,8 milhões de novos telefones móveis foram colocados em uso no mês de julho


O Brasil já rompeu a marca dos 187 milhões de telefones celulares em uso. De acordo com o mais recente ranking divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no mês de julho, um total de 1.886.197 de novos aparelhos de telefonia móvel foram habilitados.

O crescimento do mês é 1,02% superior ao registrado em junho. Considerando essas novas habilitações, atualmente, o Brasil possui um total de 96,83 aparelhos para cada grupo de 100 habitantes (de acordo com o critério de Teledensidade, criado pela Anatel).

Entre os meses de janeiro e julho de 2010, um total de 13.061.803 de novos telefones celulares foram habilitados no Brasil. O crescimento do período fica atrás somente dos primeiros sete meses de 2008 – época em que mais de 14,5 milhões de celulares foram habilitados no mercado.

O percentual de telefones que funcional pelo sistema pré-pago continua bastante superior ao da telefonia pós-pago. Enquanto que 82,22% dos celulares existentes no País funcionam pelo primeiro modelo, apenas os 17,18% restantes possuem um sistema pós-pago.

Operadoras

A liderança do setor de telefonia móvel no País continua com a Vivo. No final do mês de julho, a operadora detinha uma fatia de 30,25% do mercado nacional, sendo responsável pela operação de 56.574.744 de aparelhos. A vice-liderança continua com a Claro, que detinha, em julho, 25,42% de participação (o que corresponde a 47.540.659 de celulares em uso).

A Tim ficou em terceiro lugar, aproximando-se da segunda colocada, com uma fatia de 24,05% do mercado (44.976.339 celulares) e a Oi ficou com a quarta posição, com uma fatia de 19,93% do mercado.

Ford lança Fiesta no Facebook

A Ford Brasil faz campanha de lançamento do New Fiesta focada em mídias sociais. O principal pilar da campanha será o Facebook, o maior site de relacionamento do mundo. O objetivo é falar diretamente com os consumidores que buscam sempre a última palavra em tecnologia e design.

“É um carro totalmente novo, projetado para ser referência em design, segurança, dirigibilidade e qualidade. Por isso, temos certeza o New Fiesta que fará no Brasil o mesmo sucesso alcançado em outras partes do mundo”, completa Baltar.

Com perfil aberto New Fiesta Stories, a montadora apresenta ao consumidor todos os detalhes de seu carro global. A fase de pré-lançamento inclui dez filmes exclusivos para a internet e dois para a TV. Os filmes serão gravados com pessoas comuns, que serão abordadas nas ruas por uma equipe de filmagem e serão convidadas a experimentar uma nova história com o New Fiesta.

A página trará ainda novidades sobre a campanha e “posts” informativos sobre o produto que destacarão os atributos da marca Ford, como tecnologia, segurança, criatividade e sustentabilidade.

Segundo Fábio Brandão, diretor de criação da JWT, “a aposta nas mídias sociais foi natural, pois a intenção é construir um diálogo direto com o consumidor antenado e interessado em adquirir tudo em primeira mão.” Assim, a campanha da JWT converge todas as ações para o perfil do carro no Facebook e lá interage com sua rede social para ganhar maior visibilidade.

A campanha de lançamento prevê também exposição do carro nas ruas, em locais estratégicos para mostrar a reação do público, projeções no carro e um show exclusivo da banda Chromeo no Brasil.

Fonte: adnews

Orkut muda para facilitar comunicação entre usuários

Rede adota funcionalidade para que pessoas possam interagir com diferentes grupos de amigos. E anuncia nova página para aplicativos e lançamento, em breve, de plataforma para comunidades








O blog do Orkut informou nesta terça-feira, 24, que a rede está com novidades. A principal delas é a funcionalidade que permite organizar os grupos de usuários. Já é possível definir como compartilhar informações e mensagens com um determinado perfil de amigos. Ou seja, o que antes era distribuído para todo mundo agora pode ser encaminhado para pessoas específicas, evitando misturar, por exemplo, recados para a família com posts destinados à turma do trabalho.

A nova funcionalidade está atrelada a uma mudança na privacidade, que viabiliza exatamente o envio de mensagens e conteúdo segundo o grupo de amigos. O controle disso está na mão do usuário. Em comunicado à imprensa, a companhia aponta que "segue forte em seu caminho de inovação, iniciado ano passado e agora com uma mudança completa de DNA que torna possível às pessoas conversarem de forma simples com seus diferentes grupos sociais". De acordo com Victor Ribeiro, diretor de produtos do Google da América Latina, tal inovação, "além de facilitar ainda mais a comunicação entre as pessoas, também deve fazer o usuário compartilhar cada vez mais, já que ele sabe exatamente quem terá acesso a seus updates".

Outras novidades, anunciadas via blog, são envio por um único lugar de recados, fotos e vídeos (a ferramenta para isso está no topo da página do usuário) e uma página para jogos e aplicativos (o espaço surge logo abaixo das comunidades), além de um sistema que permite parar de receber atualizações de alguns dos games ou mesmo de amigos.

Na linha do que vem em breve, o Orkut informa no blog que está melhorando o serviço de aniversário (também dá para enviar parabéns sem ter de sair da página), de sugestão de amigos e de visitantes recentes. A parte de comunidades também deverá ser revigorada. Está em teste uma nova plataforma.

Fonte: Proxxima

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

P&G faz maior investimento no Brasil em 10 anos e lança três novas marcas

Olay, Head & Shoulders e Naturella são as apostas da empresa para continuar crescendo


A Procter & Gamble não fala em números, mas está fazendo o maior investimento da última década no Brasil ao lançar três marcas no país, depois de 11 anos da introdução da última linha de produtos e cinco verões após a compra de Gillette. A gigante mundial traz para o país, ao mesmo tempo, a marca Olay, de produtos para cuidados com a pele, Naturella, um absorvente, e Head & Shoulders, linha de shampoo e condicionador anti caspa.

Desde que lançou Ariel por aqui, a Procter & Gamble investiu apenas em extensões de linha e de marca, como a introdução do creme dental Oral B e o recente lançamento do desodorante Gillette. Mas por que levou tanto tempo para a P&G ingressar em novos segmentos? “Há critérios para se lançar novas marcas, o momento econômico do Brasil é propício e há muitas oportunidades de mercado no país”, responde Tarek Farahat, Presidente da Procter & Gamble no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Com presença em 180 países, o Brasil está entre os 15 maiores mercados da Procter & Gamble no mundo e é uma das prioridades de investimento. Apenas em produção, foram gastos R$ 100 milhões no último ano. Aqui, ao contrário de outros países, as mulheres lavam o cabelo todo dia. Mas ainda há muito que crescer. Enquanto nos Estados Unidos o gasto médio por pessoa com beleza é de R$ 200,00, aqui, este número não passa de R$ 12,00 por ano.






Foco na Classe C

Das cerca de 300 marcas que a Procter & Gamble tem no mundo, apenas 26 estão no Brasil. A meta, por enquanto, é fazer com que todos os brasileiros comprem um de seus produtos, seja Duracell, Gillette, Pampers, Pantene, Always ou Pringles. Hoje, a companhia calcula que vende para 125 milhões e quer chegar a 200 milhões em 2015. O foco vai desde bebês até idosos, de todas as classes, mas boa parte destes consumidores está na baixa renda. “Um dos objetivos do nosso negócio é a classe C, pois é um país inteiro comprando”, aponta Farahat.

Por isso, o lançamento de Olay. “O foco de Olay é na classe C”, afirma o Presidente da Procter & Gamble no Brasil, ressaltando que as cinco linhas destinadas aos cuidados diários da pele vão competir com Avon e Natura. A diferença é a venda no varejo. Este canal, inclusive, tem atenção especial neste momento da companhia. Durante uma semana, a P&G montou um grande evento destacando cada uma de suas marcas e mostrando como destacá-las melhor no ponto-de-venda para vender mais.

Mais de mil varejistas, desde grandes nomes como Walmart, até pequenas redes de farmácias, puderam conhecer melhor cada produto e ver como uma simples organização diferenciada de gôndola de Gillette pode aumentar as vendas em 7%. Para lançar os produtos Olay, uma tela touch screen com um programa que traça o perfil da consumidora e indica as linhas mais adequadas será instalada em farmácias. “Uma das peças principais do nosso investimento está no ponto-de-venda”, aponta Juliana Azevedo Schahin, Diretora de Marketing da P&G.




Conhecimento do consumidor

Segundo a empresa, Olay é a marca líder de cremes faciais nos Estados Unidos e na Europa e utilizada por mais de 77 milhões de mulheres em todo o mundo. “Teremos o apelo para a classe C por estar no varejo, mas há o creme antiidade que custará R$ 70,00 e alcançará a classe B também”, aponta Juliana, ressaltando que a empresa não trabalha com foco nesta segmentação, uma vez que seus produtos, mesmo os mais premiuns, são consumidos por todas as classes. “A fralda noturna de Pampers, a mais cara da linha, é mais vendida na baixa renda, porque o bebê dorme com os pais na mesma cama e não pode molhar o colchão”, explica em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ao conhecer o consumidor neste nível, fica mais fácil lançar marcas como o absorvente Naturella. Enquanto Always oferece máxima proteção e absorção, o novo produto age também na prevenção de irritação associada à menstruação. É o famoso dois em um que a baixa renda tanto gosta. É o mesmo conceito de Head & Shoulders, que promete eliminar a caspa visível na primeira lavagem e garante cabelos hidratados da raíz às pontas.

Os produtos da linha P&G Beauty, com mais de 100 marcas em quase 130 países, foram responsáveis por vendas de US$ 28 bilhões no ano fiscal 2007/08, de acordo com pesquisas. Com 19 centros de desenvolvimento e pesquisa ao redor do mundo e mais de nove mil cientistas investindo em novas tecnologias, os produtos Olay utilizam ingredientes que prometem mudar o aspecto da pele das consumidoras. Tudo isso para manter o crescimento de dois dígitos que a Procter & Gamble vem obtendo no Brasil nos últimos anos.

Fonte: Mundo do Marketing

Unilever mostra o que é branding corporativo

Companhia criou vínculo emocional entre marca mãe e consumidores





Aproximar uma marca corporativa do coração dos consumidores não é um trabalho fácil. Mas foi o que a Unilever conseguiu fazer no Brasil, depois de iniciar um projeto de branding em 2006 que já é case de sucesso, como mostra o índice de conhecimento da marca Unilever, que era de 7% em 2000 e passou para 73% no ano passado, segundo pesquisas da própria companhia.

A credibilidade da empresa também contribuiu para reforçar e promover ainda mais as marcas que fazem parte de seu portfólio, como Omo, Comfort, Dove, Seda, Hellmann’s e Kibon, entre muitas outras tão conhecidas dos consumidores. Os investimentos na imagem da marca mãe levaram a um aumento de 15% na intenção de compra do consumidor da cesta de produtos Unilever quando via as marcas juntas e triplicou a percepção da relação da companhia com os seus produtos.

“Nos últimos anos, o trabalho de branding corporativo deixou de ter um papel apenas institucional e passou a atrelar cada vez mais a reputação da empresa com a gestão de negócios do dia a dia. Definitivamente, o consumidor pode se sentir mais atraído e impactado na medida em que a companhia apresenta uma imagem relevante e que agregue, a partir de marcas e produtos, algum diferencial”, conta Luiz Carlos Dutra Jr., Vice-Presidente de Marketing Corporativo da Unilever, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Marketing deve ser fiel aos valores corporativos

No caso da Unilever, esse diferencial é visto principalmente nos valores que a empresa carrega desde sua fundação, resultado de uma fusão em 1929 entre a inglesa Lever Brothers e a holandesa Margarine Unie. Com seus produtos de higiene pessoal e limpeza e alimentos e sorvetes, a companhia busca levar vitalidade para o cotidiano das pessoas, baseada em conceitos como sustentabilidade, governança, transparência e responsabilidade social.

Um dos pilares do trabalho de branding desenvolvido para a marca mãe foi justamente divulgar esses valores. Em 2005, a Unilever adotou mundialmente o seu atual logo, composto por ícones que representam amissão da companhia. A partir de 2006, o Brasil foi o primeiro país a colocar a marca em todos os comerciais de televisão dos produtos da empresa.

“Olhando a história da Unilever em sua fundação, percebemos que o princípio da companhia sempre foi baseado nestes conceitos. O Marketing Corporativo tem de ser legítimo e crível, fiel aos valores da empresa”, aponta o Vice-Presidente de Marketing Corporativo da Unilever.

Brasil foi pioneiro em projeto de branding
É a partir desses valores que a marca corporativa revela qual a importância de sua existência. “O branding no plano corporativo está ligado à construção da razão para que a empresa exista. ‘O que o mundo perderia se a companhia deixasse de existir?’. Se a resposta para esta pergunta não for inspiradora e relevante, há um trabalho a ser feito ainda. O caso da Unilever é fantástico para orientar sobre como pôr em prática o conceito de branding corporativo”, explica Fernando Jucá, Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O projeto realizado no Brasil – e pioneiro no mundo – foi iniciado em 2004. A operação brasileira teve sua história marcada por particularidades, sendo chamada de Gessy Lever até o início de 2000. Somente em 2001, a companhia adotou a nomenclatura “Unilever”. Embora as marcas fossem muito populares por aqui, os consumidores não conheciam a empresa que estava por trás dos produtos.

Uma pesquisa realizada em 2004, quando a Unilever completava 75 anos, apontou que a marca era totalmente desconhecida e que os consumidores ainda lembravam-se da Gessy Lever, associando apenas a produtos de higiene e beleza. “Quando mostrávamos nas pesquisas marcas como Omo, Rexona e Dove, mas também alimentos como Hellmann’s, Knorr e Kibon, o impacto era positivo e aumentava o vínculo emocional do consumidor”, conta Dutra (foto).

Pesquisas deram pontapé inicial
Os resultados da pesquisa foram fundamentais para dar início à estratégia que elevou a Unilever a um patamar até então desconhecido por marcas corporativas no Brasil. Entre 2004 e 2006 foram feitas campanhas de mídia impressa que focavam os chamados formadores de opinião mostrando a marca Unilever e seus principais produtos.

A iniciativa nesta primeira fase teve como objetivo mostrar que todas essas marcas estavam vinculadas a uma única companhia. A popularidade das marcas levaria a Unilever a ficar, também, mais conhecida, podendo, posteriormente, devolver para os produtos o peso e a importância da companhia.

Em 2006, uma nova pesquisa qualitativa e em profundidade, com 200 consumidores e 200 formadores de opinião, apontou que a marca Unilever tinha aumentado consideravelmente o seu conhecimento e também ampliado os seus atributos corporativos. Qualidade já não era mais diferencial e sim obrigação.

“Tivemos um indicativo de que o consumidor queria entender quem estava por trás das marcas e os atributos corporativos ligados ao negócio. Começamos, então, a comunicar os projetos sociais, a partir de ações como a plataforma de Omo ‘Se sujar faz bem’ e a ‘Real Beleza de Dove’”, diz Dutra.

Promoção aumentou conhecimento da marca
Nesta mesma época foi ao ar o primeiro comercial institucional, com a família Bernardinho, veiculado durante um ano em canais de TV por assinatura. O sucesso foi determinante para colocar a marca no coração da estratégia e toda comunicação corporativa da Unilever passou a estar associada as suas marcas, sendo cada vez mais relevante para o negócio.

No ano passado, quando completou 80 anos, a empresa fez sua primeira grande ação com foco nos consumidores. A promoção “Unilever 80 anos. 80 dias de prêmios para você” distribuiu prêmios diários de R$ 10 mil, além de R$ 100 mil por semana e uma premiação final de R$ 2 milhões, contabilizando 22 milhões de participações e levando ao resultado mais importante para a marca, que saiu de um conhecimento de 7% para 73% em menos de 10 anos.

A estratégia também contribuiu para o aumento da importância da companhia entre seus colaboradores. Como os funcionários não podem participar de promoções da empresa, a Unilever criou uma ação interna, que sorteava uma viagem a cada semana. Em comemoração aos 80 anos da companhia, os 12 mil funcionários também receberam uma carta assinada pelo próprio presidente da empresa, com a camisa do time de vôlei Unilever autografada pelo técnico Bernardinho.

Credibilidade da marca mãe beneficia portfólio
O investimento na imagem da marca aumentou o prestígio da Unilever no mercado corporativo. “Nosso programa de trainee tem 46 anos. Nos últimos quatro anos, a média de participação era de 30 mil inscritos. A partir do ano passado, este número passou para 48 mil. A estratégia de branding corporativo agrega junto aos clientes, consumidores, formadores de opinião e ainda aumenta a atratividade da companhia”, conta o executivo da empresa que, em 2007, foi eleita pela segunda vez consecutiva como uma das Empresas dos Sonhos dos Jovens pelas consultorias Companhia de Talentos e LAB SSJ, que entrevistaram mais de 16 mil estudantes universitários.

“A marca de produto é algo cuja gestão está inserida nas responsabilidades da gerência de Marketing, produto e relacionamento com fornecedor e consumidor final. A (marca) corporativa envolve outros segmentos com que a empresa como um todo se relaciona. O branding corporativo é muito mais complexo, porque está ligado a um número maior de stakeholders”, ressalta Jaime Troiano, Sócio-Diretor da Troiano Consultoria de Marca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Unilever não apenas conhece a importância deste trabalho, como também soube desempenhá-lo de forma competente. Hoje, as marcas de produtos se beneficiam da assinatura e da referência corporativa, mas também contribuem para a imagem da marca mãe. “Não existe a possibilidade de pensar em marca corporativa desconectada. Ela faz parte de um todo”, aponta o Sócio-Diretor da Troiano, que realiza o Curso Avançado de Especialização em Branding entre agosto e novembro, que tem a estratégia da Unilever como um dos cases apresentados.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br

O que diferencia as marcas é o emocional

O consumidor de hoje tem muito menos tempo. É mais difícil atingi-lo compropaganda. Muitas pessoas mal prestam atenção aos comerciais, e mais da metade delas fica “zapeando” entre canais na hora do intervalo na TV. Há inúmeras opções de marcas diferentes, e é raro haver notáveis diferenças de qualidade e preço entre elas. O que fazer então para sua marca conquistar definitivamente o consumidor?

“Use a emoção. Um anúncio não deve ser apenas persuasivo, ele tem que ser único”. As perguntas, e a resposta, são de Steven Jagger, vice-presidente da MSW Research, consultoria internacional de marketing e posicionamento de marca. O britânico veio ao Brasil a convite da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP), para o 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa, que ocorreu no começo desta semana (22 e 23).

Jagger especializou-se em usar a biometria para analisar os efeitos domarketing de uma empresa. Usando o eletroencefalograma (EEG), ele põe eletrodos na cabeça, na ponta dos dedos e no rosto de uma pessoa enquanto ela assiste a um comercial, e mede suas reações bioquímicas para tentar captar a emoção gerada. Jagger afirma que isso é importante porque nós não escolhemos um produto racionalmente.






















“O consumidor faz escolhas por motivos emocionais, e depois racionaliza-as”, diz ele. Jagger elenca três tipos diferentes de apelos emocionais trabalhados em propagandas: o afeto direto (por exemplo, mostrando um bebê bonitinho); o afeto vicário (“como o motorista daquele carrão deve estar se sentindo?”); e o afeto projetado (“eu poderia me sentir daquela maneira se usasse aquele produto”).


Além de analisar alguns comerciais em sua palestra, Jagger falou um pouco mais sobre a emoção causada no espectador. Depois da palestra, ele deu uma entrevista exclusiva à Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre estratégias de marketing e relacionamento com o consumidor. Confira na próxima página.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Orkut e MSN consomem 40% do tempo de navegação na web no Brasil

Dado foi revelado pela comScore e se refere a junho; tempo dedicado ao Orkut no País supera todo o tempo de navegação de Portugal e África do Sul somados.

O tempo gasto pelos internautas brasileiros com a rede social Orkut e o MSN (mensageiro instantâneo da Microsoft) chegou a 40% do total de junho. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (19/8) pelo vice-presidente da comScore para a América Latina, Alexander Banks, durante a conferência de mídias digitais Digital Age 2.0 2010, em São Paulo.

No mês, os brasileiros dedicaram 8,1 bilhões de minutos de navegação à rede social da Google. “É mais que a audiência de Internet de Portugal e África do Sul somados”, compara Banks.

O vínculo do Orkut com os brasileiros emergem de várias formas. Oito de cada dez visualizações de páginas do Orkut têm origem no País. “Se não fosse o Brasil, é provável que o Orkut nem existisse”, afirmou o executivo.

Por Robinson dos Santos, do IDG Now!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma forma de medir o buzz

Avaliar seu impacto, assim como seu volume, ajudará as empresas a tirar maior vantagem desse burburinho, segundo estudo McKinsey


Os profissionais de Marketing podem gastar milhões de dólares em campanhas publicitárias sofisticadas, mas geralmente o que faz a cabeça doconsumidor é algo simples e também gratuito: o buzz de fontes confiáveis. O boca a boca é o fator primordial por trás de 20% a 50% de todas as decisões de compra e sua influência é ainda maior quando os consumidores estão comprando um produto pela primeira vez ou quando o produto é relativamente caro. Identificamos três origens de buzz que os profissionais de marketing devem compreender.

Espontâneo. Esse é o tipo mais comum e mais forte, respondendo em geral por 50% a 80% de todo o buzz em relação a determinada categoria de produto. Surge da experiência direta de um consumidor com um produto ou serviço, principalmente quando essa experiência se desvia do que era esperado. Os consumidores dificilmente reclamam de uma empresa, ou a elogiam, quando recebem o que esperavam.

Consequente. A atividade de marketing dispara o buzz, estimulando os consumidores expostos a campanhas de marketing tradicionais a passar à frente mensagens sobre o produto ou marca.

Intencional. Ocorre, por exemplo, quando o marketing usa testemunhais de celebridades para dar início a um burburinho positivo sobre o lançamento de um produto.

Os profissionais de marketing precisam medir o impacto e as ramificações financeiras dessas três formas de buzz. Um ponto de partida tem sido contar o número de recomendações e críticas a determinado produto. A simplicidade e a força dessa abordagem são atraentes, mas é difícil dar conta da variabilidade da força dos diferentes tipos de buzz. Para citar apenas um exemplo, quando a recomendação vem de um amigo confiável, há 50 vezes mais chance de disparar uma decisão de compra do que uma recomendação de um desconhecido.

A fim de medir os efeitos dos diferentes tipos de recomendação, desenvolvemos uma forma de calcular o “valor” do buzz, que representa o impacto médio em vendas de uma mensagem de marca multiplicado por uma estimativa do número de mensagens que circulam boca a boca. Ao se deter no impacto –assim como no volume– dessas mensagens, esse indicador permite que se avaliem os efeitos sobre as vendas e sobre o market share das marcas, de campanhas específicas e de empresas como um todo. O impacto reflete o que é dito, quem diz e onde é dito.

O que é dito: o conteúdo da mensagem deve tratar de características relevantes do produto ou serviço se quiser influenciar as decisões do consumidor. No setor de telefonia móvel, por exemplo, o design é mais importante do que a duração da bateria. Na área de cosméticos, a embalagem e a composição do produto geram mais buzz do que as mensagens emocionais sobre como o produto faz as pessoas se sentir.

Quem diz: deve-se ter em mente que o receptor da mensagem buzz precisa confiar no emissor, crer que ele realmente conhece o produto ou serviço em questão. Familiares e amigos são mais confiáveis do que estranhos.

Onde é dito: em geral, as mensagens que circulam em redes fechadas e confiáveis conseguem alcance menor, porém maior impacto, do que aquelas que circulam em comunidades dispersas. Os equivalentes online das recomendações da hora do jantar continuam importantes.

* Esta reportagem foi publicada pela Revista HSM Management (Julho/Agosto de 2010 br.hsmglobal.com) e agora no Mundo do Marketing por meio de parceria que os dois veículos mantêm.